quarta-feira, 10 de março de 2010

Em meio às memórias, revivendo as cirandas da vida

Como é engraçado mexer com fotografias. Elas guardam em si mais do que memórias: guardam caminhos para nos fazer reviver sensações, pensamentos, descobertas. Nos fazem nostálgicos.

Montar o vídeo para a formatura do dia 09 (um daqueles que fazem as mães chorarem, os pais ficarem com os olhos mareados, e as tias solteironas pensarem "essa é a minha sobrinha linda"), foi como me sentir transportada diretamente para 2004, um dos anos mais decisivos da vida dessa singela pessoa que vos escreve. Mas não só da minha: a oportunidade de fazer uma festa junto com algumas das pessoas mais importantes desses seis anos enriquece cada momento despendido com a escolha das fotografias, a edição das imegens, a organização do vídeo.

Nesses momentos a gente percebe o quanto é importante termos por perto pessoas que nos apóiam, incentivam, vibram com nossas vitórias e ajudam a segurar a barra quando as coisas não vão como o esperado.

Abaixo, uma das melodias escolhidas para embalar algumas das imagens que marcaram os tempos mais frutíferos e verdadeiros da minha - e da nossa - trajetória.

Ciranda - Márcio Faraco

Se tento correr o tempo pára
Se páro pra ver o mundo anda
Ele vem bater na minha cara
A vida é sempre essa ciranda

Se a noite me traz uma tristeza
O dia vem cheio de alegria
O que falo agora com certeza
Há pouco não sei se eu diria

Eu quero gritar ninguém me escuta
Está tudo preso na garganta
Às vezes me cansa tanta luta
E é pra não chorar que a gente canta

A gente canta
A gente canta

Eu vi uma luz no fim do túnel
Enchi de esperança o coração
A luz que lá estava foi chegando
Era um trem carregado de ilusão

Andando só na corda bamba
Não temo o futuro da nação
A gente que sempre dançou samba
Enfrenta qualquer divisão

A gente canta
A gente canta

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